Veröffentlicht: 30.03.2018

Viberate Coin

Análise da Viberate Coin

O projeto

Ao analisar os novos instrumentos financeiros, especialmente instáveis e sem uma história real, vale a pena ficar atento. Com a Viberate Coin, pelo menos superficialmente, não parece haver muito sobre prevenção de fraudes. Em vez disso, há uma abundância de informações sobre como a empresa quer criar uma comunidade em torno da música ao vivo e expandir o banco de dados com performances ao vivo. O modelo comercial da Viberate Coin é complexo. Ao unir as receitas e atividades onde eventos são realizados, a empresa cria uma plataforma onde podem cobrar taxas por suas atividades.

A Viberate Coin é uma plataforma que reúne todas as músicas ao vivo sob um mesmo teto. Atualmente, atua como um IMDB para músicas ao vivo, onde são criados perfis e classificados de acordo com sua popularidade na internet. Foi criada e é mantida pela comunidade dos usuários da Viberate. O objetivo principal do projeto é revolucionar a indústria da música como a conhecemos – tornando-se o maior mercado de talentos do mundo.

“Nós conseguimos criar um banco de dados com o apoio de mais de 50 mil participantes e sempre os manteremos abertos para que todos compartilhem sua relevância – estes 50 mil depositantes não obtiveram nada por sua contribuição. A tecnologia blockchain nos permite recompensá-los por seu trabalho com Vibes (VIB)”, ressalta o líder do projeto.

Modelos de renda

A Viberate Coin quer expandir e avançar no uso de seus tokens fora da plataforma. O objetivo é tornar o token o “token padrão na indústria da música”. Dessa forma, ele poderá ser usado em vendas de música digital, ingressos, eventos, produtos e muito mais. Para este fim, a Viberate possui uma gama de modelos de rendas potenciais e viáveis. O modelo mais interessante é o Serviço de Distribuição de Bilhetagem, ou Distributed Ticketing Service (DTX), em inglês.

O DTX permite que as pessoas realizem compras e vendas de ingressos para eventos através do sistema de blockchain Ethereum. Cada bilhete é criado como seu próprio token ERC20, que pode se comunicar com o próprio aplicativo Vibe. Todas as carteiras Ethereum podem ser vinculadas ao evento ou caixas eletrônicos Ethereum podem vender ingressos. Isto, por si só, já revoluciona o modelo Ticketmaster e evita o trabalho de alguns especialistas em escalação de bilhetes. A plataforma pode oferecer grande renda se estiver integrada em várias grandes arenas. Como referência, a matriz Ticketmaster custa mais de 7 bilhões de dólares.

Outros modelos de renda

Outro modelo de renda que parece mais óbvio é o modelo de comissão por reserva. Os agentes de hoje gaham até 20% de cada evento. Obviamente, a Viberate Coin pode competir com esses números, oferecendo um melhor preço e uma variedade muito maior de possíveis eventos.

A Viberate quer construir parcerias com outros setores da indústria da música e vender publicidade a seus membros. A plataforma promove vendas diretas a seus membros, ou através de contratos inteligentes vinculados à plataforma. Entretanto, é fácil assumir que este aspecto é prejudicial ou indesejável, uma vez que o progresso do século 21 mostra um estudo de caso completamente distinto.

Um recurso provavelmente menos valioso é a taxa de acesso. Acredita-se que a empresa quer agora estender tudo isso aos serviços com o acesso aos bastidores. No final das contas, talvez esta oferta não seja tão atraente assim para os usuários.

Os tokens

Um dos principais objetivos da Vibe é investir no crescimento de seus serviços. A Viberate Coin sempre foi um projeto colaborativo. O banco de dados original de perfis de músicos foi criado com a ajuda de mais de 50 mil participantes, que não receberam nada por seu trabalho. Às vezes, já é o suficiente para quem é um verdadeiro fã de música e faz parte de algo dessa grandeza. No entanto, a plataforma começará em breve a recompensar os esforços da comunidade com fundos de Vibes, beneficiando dos lucros da melhoria dos modelos de negócios.

Como muitos outros em sua classe, o token Viberate só terá valo real dentro do seu ecossistema. Eles podem ser usados para comprar ingressos, gravar músicas, e adicionar músicos a seus próprios bancos de dados, entre outras coisas. Em 5 de setembro, um número fixo de 200 milhões de tokens foi lançado, com 60% deles sendo colocados à venda. O preço inicial foi ajustado em US$0,10, mas com alguns bônus.

Distribuição de tokens

5% dos 200 milhões de tokens são dedicados principalmente à remuneração dos membros participantes da comunidade que continuam a expandir a plataforma. Outros 27% serão retidos para recompensar os primeiros investidores, financiar o trabalho dos funcionários, bem como para futuras parcerias.

Os tokens Vibe são úteis no aplicativo da Viberate ou em uma carteira padrão compatível com o ERC20. A carteira pode ser usada para transferir pessoalmente os tokens, para ser usado em eventos ou para outros propósitos.

Conclusões e riscos

Essa pode ser a maior ideia para a indústria da música, mas não significa que o investimento financeiro será lucrativo. A batalha com a indústria estabelecida, que tem interesses internos concorrentes, é complexa e perigosa. O risco neste produto é maior do que o de muitos outros porque requer uma quantia considerável de capital social.

A indústria, cheia de intermediários, é um ecossistema animado que opõe-se fortemente à essa revolução. A penetraçãoo do mercado pode ser muito lenta e fraca, o que vai afetar os custos do token. Muita ênfase nas recompensas e problemas na comunicabilidade também podem custar tempo e recursos. O projeto destina-se é voltado principalmente para os consumidores.

Potencial de crescimento

A música ao vivo não está entrando em extinção, mas pelo contrário. Cada vez mais, a música ao vivo ganha mais valor no mercado, enquanto que a venda de CDs continua em declínio. O potencial dos serviços que beneficiam a indústria é enorme e até mesmo um ganho de mercado de 10% com o produto DTX significaria quase US$ 1 bilhão em receita anual.

 

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