Veröffentlicht: 09.01.2018

HashFlare 2.0: Para o infinito e mais além

HashFlare 2.0: Para o infinito e mais além

HashFlare 2.0: Para o infinito e mais além – Esta é nossa tradução do post do blog da HashFlare.io disponível no site

A HashFlare está passando por mudanças. Quando começamos a desenvolver o nosso serviço em 2015, nós não esperávamos que, em apenas dois anos, ele estaria sendo utilizado por mais de um milhão de pessoas.

Nós certamente éramos jovens e ambiciosos, tínhamos (e ainda temos) grandes planos, mas ainda assim a realidade nos surpreendeu e superou as nossas expectativas.

Em média, 4.000 novos usuários se inscrevem no nosso site todos os dias, e até 8.000 pessoas usam o nosso serviço a todo momento. Todas essas pessoas devem ter notado o trabalho intenso de manutenção que realizamos na HashFlare nos últimos dois meses.

Como era de se esperar, interrupções no serviço criam uma onda de descontentamento, mas tenha a certeza de que vale a pena ter um pouquinho mais de paciência, porque todas essas inconveniências temporárias são apenas um sinal das mudanças futuras. Um novo capítulo está prestes a começar, e ele se chama HashFlare 2.0.

Para você ter uma ideia melhor das diferenças básicas entre a nova e a antiga versão do HashFlare (e, acima de tudo, para saber por que nós iniciamos todo esse processo), nós conversamos com Vitali Pavlov, líder de desenvolvimento de produto da HashCoins, e que vem utilizando o HashFlare desde o início

Como sempre, as origens de qualquer mudança futura formam raízes no passado.

O passado e o futuro

A história da HashFlare teve início em 2013, ano em que a empresa estoniana HashCoins estabeleceu sua missão de se tornar uma das primeiras empresas de fabricação de hardware de mineração.

Os chips ASIC tornaram-se o cerne dos nossos mineradores, permitindo à HashCoins garantir seu lugar ao sol: naquela época, a fatia de mercado dos mineradores de ASIC não chegava a 20%, sendo possível recuperar o investimento em questão de algumas semanas a um mês.

No entanto, logo percebemos que a mineração de hardware pode ser uma boa ideia, mas tem suas desvantagens. Primeiramente, este tipo de hardware é caro (estamos falando de cerca de milhares de dólares por equipamento), o que reduz drasticamente as suas chances de ampliar a sua base de clientes atraindo mineradores iniciantes.

Em segundo lugar, muitos são os riscos associados ao transporte de mineradores e possíveis atrasos na alfândega, sem falar das avarias.

Havia também problemas em relação aos usuários. Nem todos os nossos clientes eram especialistas em mineração, e um minerador de ASIC não é exatamente um PC de Windows: você tem que configurá-lo e estudar um pouco antes de começar a usá-lo. Sem contar os problemas usuais com os mineradores e hardware de servidor, tais como ruído, volume, emissão de calor, ventilação adequada e contas de eletricidade caríssimas.

Essa foi a ideia que tivemos para um serviço de mineração de nuvem, e a Renna Reemet, Líder de Desenvolvimento da HashFlare, foi a responsável pela implementação deste plano.

De acordo com as lembranças do Vitali, a princípio e durante aproximadamente um ano, o HashFlare foi construído por apenas duas pessoas: a Renna e o próprio Vitali.

Após a aprovação da gerência e os conselhos valiosos do diretor técnico, deu-se início aos trabalhos. O lançamento da primeira versão do nosso painel de mineração ocorreu em apenas 13 dias (Vitali admite que esta foi uma das mais doces e maiores conquistas da fase inicial da empresa), e a versão pública do HashFlare 1.0 foi lançada seis meses depois. Mas as coisas não eram tão animadoras naquela época.

“Como não tínhamos muita noção da dimensão e extensão da tendência de crescimento da mineração de nuvem, não podíamos sequer imaginar que, em dois anos, nossa base de usuários excederia a marca de um milhão”,

– Vitali declarou.

É um pouco embaraçoso admitir, mas decidimos ser honestos: embora a primeira versão do HashFlare não tenha sido exatamente escrita na parte de trás de um envelope, ela baseou-se em tecnologias que não se qualificariam entre as mais avançadas nos dias de hoje.

Isto explica o grande número de falhas que mais tarde transformaram-se em graves problemas técnicos em função da expansão do nosso público.

Porém, seria um erro classificar este projeto como um pequeno projeto paralelo: trabalhamos sem pausa, 24/7, e não seria um exagero dizer que desde que surgiu a ideia da HashFlare, tanto o Vitali como a Renna experimentaram as alegrias de viver no escritório em tempo integral.

“Com o passar do tempo, novas pessoas foram ingressando na equipe de TI”, Vitali recorda. “Nossa carga de trabalho reduziu, e ficou mais fácil desenvolver o projeto e ouvir nossos usuários. Talvez ainda tenhamos de lidar com a consequência eventual de ter escrito o código original às pressas, e de ainda estarmos realizando otimizações nele.

No entanto, é um orgulho para nós conseguir escrever um código eficiente e desenvolver um projeto de trabalho que tem uma presença de mercado estável até hoje”.

Quase três anos depois, a HashFlare compreende quatro contratos (SCRYPT, SHA-256, ETHASH e EQUIHASH) com pagamentos automatizados em Bitcoin, Ethereum e Zcash; um sistema de estatísticas fácil de usar; distribuição opcional de hashrate em pools de mineração; e muitos usuários em todo o mundo, incluindo a América do Norte, América do Sul, Rússia, Europa, a Comunidade dos Estados Independentes e a Ásia.

Por trás de todas estas conquistas, existe uma equipe de pessoas dedicadas e apaixonadas, que amam seu trabalho e acreditam que parte de sua missão é disseminar e promover as criptomoedas, a mineração e as tecnologias de blockchain em geral.

O que vem a seguir?

Há muita coisa por vir. Em meados do outono, a Renna Reemet se desligou da HashFlare para continuar seu desenvolvimento profissional em outros projetos não relacionados com a nuvem de mineração.

Renna dedicou-se de forma astronômica e imensurável ao nosso projeto durante quase três anos, trabalhando incansavelmente e desinteressadamente, às vezes sem pensar em suas próprias necessidades. Não há como substituir uma pessoa como ela, e nem é isso que estamos tentando fazer.

Em vez disso, estamos entrando em uma nova era, felizes em anunciar que o papel de Líder de Desenvolvimento da HashFlare foi assumido por Pavel Borozdin, uma pessoa tão altruísta quanto a Renna.

Pavel entrou na HashFlare há um ano, e logo se juntou à Renna para otimizar o nosso serviço, corrigir bugs e introduzir novos recursos e tecnologias. Trabalhando com o mesmo entusiasmo de sua colega de equipe e pronto para saltar da cama no meio da noite para corrigir qualquer falha ou problema imprevisto, Pavel deixou claro que nenhum outro candidato o superaria no cargo de Líder de Desenvolvimento.

Ele agora tem a responsabilidade de migrar o HashFlare para uma nova arquitetura, e nós nunca teríamos confiado ao Pavel uma missão tão importante se não tivéssemos confiança total nele 🙂

Transformaçõe

Neste momento, estamos reestruturando duas áreas na HashFlare. Primeiramente, estamos movendo toda a nossa estrutura para a plataforma AWS; além disso, estamos dividindo o núcleo do site em micro serviços distintos, com a finalidade de tornar o HashFlare mais produtivo e estável.

Para os nossos usuários, isso significa que o sistema está prestes a se tornar mais flexível e, ao mesmo tempo, mais estável. A AWS, que é um tipo de solução de hospedagem na nuvem, nos permitirá lidar melhor com questões como ataques DDoS e períodos de alta carga.

Apesar da nossa eventual dificuldade de processar a carga dos nossos servidores, assim que o serviço migrar para a AWS, nossos usuários verão esse problema ser resolvido de forma mais pontual e integrada.

Confira a declaração do Pavel sobre esta mudança:

O HashFlare foi escrito com o uso de arquitetura monolítica, e até 2017, esse sistema era bom o bastante para processar a carga. No entanto, a crescente popularidade somada à explosão nos preços das criptomoedas criaram uma maior demanda por elas, sem contar o número de clientes que também está crescendo exponencialmente.

Costumávamos atrair de 15.000 a 20.000 novos usuários por mês, mas hoje em dia, este número às vezes alcança os cem mil. No momento em que este post foi escrito, havia 1.495.737 usuários cadastrados em nosso site.

A carga no servidor continua a aumentar, o que torna cada vez mais difícil processá-la com a arquitetura monolítica. Apesar de realizarmos otimizações regulares no nosso código e revisarmos nossas abordagens a vários métodos e suas produtividades, há um limite de espaço para trabalharmos na versão 2.0.

Em março de 2017, decidimos mudar para uma arquitetura de micro serviços. Isso nos permitirá escalar o aplicativo mais facilmente, equilibrar a carga entre os diversos módulos funcionais do sistema e agilizar bastante o nosso serviço.

Agora estamos trabalhando intensamente para escrever um sistema para a versão 2.0. A versão atual do HashFlare foi escrita em PHP, mas o HashFlare 2.0 será baseado em Java. Nossa visão está estritamente focada em um serviço de API em complemento ao front-end e back-end.

De fato, estamos considerando a possibilidade de deixar nossa API o mais aberta possível para desenvolvedores externos, permitindo que eles criem lotes de outros produtos baseados em HashFlare. Aplicativos móveis, bots do Telegram?

A seu dispor. E por último mas não menos importante, além de passar por uma limpeza interna profunda, o novo HashFlare também recebeu um upgrade no visual.

Seu design moderno e renovado é apenas a ponta do iceberg: você vai perceber que ficou muito mais fácil trabalhar com a versão 2.0 e seu painel de controle.

No momento, estamos ampliando nossa equipe constantemente e à procura de novos desenvolvedores Java e full stack. Tudo para garantir o sucesso da migração da nossa arquitetura para algo mais eficiente e mais fácil de lidar em situações de emergência.

A migração para o HashFlare 2.0 está prevista para 2018, e esperamos que esta notícia seja um grande presente de Natal e ano novo para você.

Boas festas!

Fique por dentro,

Equipe HashFlare

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