Veröffentlicht: 26.02.2018

Bancor

O mundo monetário – Bancor

O Bancor era parte do plano do economista John Keynes para a unidade do sistema monetário internacional no período pós-Segunda Guerra Mundial. O preço do Bancor seria determinado pelo ouro, além de que o preço de todas as moedas seria expresso nele.

Juntamente com a introdução do Bancor, Keynes também propôs a criação de uma instituição denominada International Clearing Union, a qual deveria lidar com as dívidas mútuas dos bancos centrais.

Essas propostas foram formuladas no relatório de Keynes durante a Conferência de Bretton Woods. A moeda Bancor então substituiria as moedas nacionais no registro internacional e se tornaria a moeda da reserva mundial.

Além disso, o plano de Keynes visava a criação de linhas de crédito automáticas para os países que tivessem com as suas balanças de pagamento deficitárias.

Bretton Woods

As ideias de John Keynes se tornaram a proposta oficial dos britânicos durante a Conferência de Bretton Woods, mas ela acabou não sendo aceita. Ao invés de uma moeda supranacional, a conferência adotou um sistema de câmbio com taxas fixas, fundamentalmente ligada ao ouro, em um sistema administrado pelo Banco Mundial e pelo FMI.

Na prática, o sistema implicitamente estabeleceu o dólar americano como a moeda da reserva internacional, devido ao grande volume de comércio feito com a moeda e as grandes reservas de ouro acumuladas pelo país na época da conferência.

Desde a eclosão da crise financeira de 2008, a proposta de Keynes tem sido ressuscitada. Em março de 2009, Zhou Xiaochuan, do Banco Popular da China, chamou a proposta do Bancor de “”visionária”” durante um discurso entitulado de “”Reforma do Sistema Monetário Internacional””.

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